Líder do governo na Câmara, Mauro Silva prestou contas em
nome de Rosinha.
O ano legislativo na Câmara Municipal de Campos dos
Goytacazes foi aberto na tarde desta terça-feira apenas com a mensagem
oficial da prefeita, Rosinha Garotinho, lida pelo líder do Governo na Casa de
Leis, o vereador Mauro Silva. O documento resumiu, em forma de prestação de
contas, as realizações da administração até agora, como a passagem social a R$
1, os programas Morar Feliz e Bairro Legal, abordando ainda medidas tomadas
para tentar minimizar no município os efeitos da crise econômica.
Na mensagem, a prefeita disse que “sei que em 2016 teremos
um ano de desafios, mas creio que iremos superar limitações e ir além. Estamos
vivendo uma das mais graves crises econômicas da história do Brasil. Não
podemos nos entregar e é preciso a colaboração de todos. Em função da crise
nacional e, em particular da queda do preço do barril do petróleo no mercado
internacional, em 2016, retornaremos ao nível orçamentário de R$ 1,6 bilhão.
Sei que iremos conseguir realizar e fazer melhor por Campos e pelas pessoas,
porque temos o compromisso de transformar”.
Na mensagem, a prefeita destacou as medidas que foram
adotadas no município para enfrentar a crise, destacando que Campos foi a
primeira cidade do Estado do Rio de Janeiro a identificar os sinais da crise
nacional em outubro de 2014 e se preparou para ela, cortando em 25% contratos,
reduzindo salários e cargos comissionados.
Seguindo esta linha, Mauro Silva esclareceu que, mesmo sendo
ano eleitoral, o debate político nas próximas sessões não pode colocar o
município em mais dificuldades. “Temos que enfrentar essa crise com união,
independente da posição política dos vereadores desta Casa”, ressaltou.
Mudança:
A carta do Executivo seria lida pelo
secretário de Governo, Anthony Garotinho, que não pode estar presente. O
presidente da Câmara, o vereador Edson Batista, disse que Garotinho será
convidado em outra oportunidade para falar das expectativas e projeções para
este ano, diante à crise. Batista adiantou que na sessão de hoje, às 17h,
estará uma resolução propondo a mudança de horário das sessões para às 8h.
Gabinete de emergência:
Ainda na mensagem, Rosinha lembrou que em 2008, a
dependência do município das receitas de royalties era na ordem de
71,46%. “Em 2014, a receita do petróleo caiu para o patamar de 53,45% no
orçamento, graças ao aumento da nossa arrecadação própria e das medidas
adotadas... Com o agravamento da perda da arrecadação, criamos em 2016 o
'Gabinete de Emergência', com a segunda rodada de medidas que serão adotadas a
partir de março. Essas novas medidas irão garantir os serviços essenciais, os
investimentos em educação, saúde, inclusão social e o pagamento em dia de
servidores.
Por isso, é preciso continuar com o rigor, para que possamos manter
os investimentos e os salários em dia, o que infelizmente não foi alcançado por
muitos municípios vizinhos e pelo próprio Governo do Estado, que atrasou décimo
terceiro e pagamentos”.
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