segunda-feira, 21 de novembro de 2016

"Lava Jato investiga mais um imóvel usado pelo ex-presidente Lula!" Marcelo Odebrecht e mais 50 fecham acordo de delação premiada:

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                 A Operação Lava-Jato investiga se a cobertura vizinha à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi comprada com dinheiro da Odebrecht. O imóvel fica no edifício Green Hillon, mesmo prédio onde mora o petista, em São Bernardo do Campo.
                 De acordo com O Globo, em dezembro de 2010, o proprietário da cobertura, Glaucos da Costamarques, recebeu R$ 800 mil da DAG Construtora, investigada por ser usada pela Odebrecht para negócios ilícitos. No início de 2011, Glaucos comprou o apartamento e alugou para Lula.
                 Enquanto o petista era presidente, a porta ao lado abrigava agentes de segurança dele pagos pelo governo federal. Até 2010, o valor investido foi de R$ 54,6 mil, mais do que o que foi desembolsado pelo ex-presidente nos anos seguintes.
                 Lula declarou ter pago R$ 42 mil em 2011, R$ 46,2 mil em 2012 e 46,8 mil em 2013, R$ 49,8 mil em 2014 e R$ 51,3 mil em 2015 pelo aluguel.

Marcelo Odebrecht e mais 50 fecham acordo de delação premiada:

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                   O acordo de delação premiada entre Marcelo Odebrecht e os procuradores da Operação Lava Jato está fechado, embora ainda haja alguns pendentes de acertos finais entre investigadores e investigados.
                   Segundo adianta a reportagem do jornal O Globo, também foram fechados os acordos de delação de mais de 50 executivos e funcionários da maior empreiteira do país.
A expectativa é essas sejam as maiores revelações já firmadas no país no âmbito da Operação Lava Jato.
                  As negociações duraram cerca de oito meses e, de acordo com as fontes ouvidas pela publicação, as acusações atingem “de forma democrática” líderes de todos os grandes partidos que estão no governo ou na oposição. “No caixa dois da Odebrecht não havia distinção partidária ou ideológica”, diz uma fonte.
                 Um dos envolvidos na Lava Jato considera que não será o fim do mundo, “mas são informações suficientes para colocar o sistema político em xeque”, cita o texto.
                 Dez investigadores do Ministério Público Federal devem interrogar mais de 50 delatores. Um número, ainda não confirmado, indica a existência de 68 delatores. Na Lava Jato, geralmente um delator presta cerca de dez longos depoimentos e alguns são chamados para prestar esclarecimentos mais de 50 vezes.
                 O jornalista Jailton de Carvalho refere que, uma das alternativas para ouvir tantos investigados será organizá-los conforme a relevância na hierarquia da propina, dessa forma, os ocupantes de cargos importantes deverão ser interrogados primeiro.
                 Marcelo Odebrecht e outros executivos citaram, durante a fase preliminar das negociações, pelo menos 130 deputados, senadores e ministros e 20 governadores e ex-governadores. Segundo O Globo, entre os nomes citados estão o do presidente Michel Temer, e dos ministros Eliseu Padilha, José Serra e Geddel Vieira Lima.
                 Além disso, há impliciações sobre o ex-ministro Antonio Palocci, Guido Mantega e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
                  Os interrogatórios serão feitos em Curitiba, Brasília, São Paulo e Salvador.

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sábado, 19 de novembro de 2016

“COM PRISÃO DO EX-GOVERNADOR GAROTINHO, CRIVELLA DEVE DESISTIR DE NOMEAR CLARISSA GAROTINHO!”



        A prisão do ex-governador Anthony Garotinho, nesta quarta-feira (16/11/2016), pela Polícia Federal, foi um tiro certeiro na indicação da deputada federal Clarissa Garotinho (PR) para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Marcelo Crivella (PRB).
         Garotinho, presidente estadual do PR e secretário de Governo de sua mulher, Rosinha, na Prefeitura de Campos, foi detido sob a acusação de usar o Cheque Cidadão, programa de distribuição de renda, para a compra de votos.
          Crivella não estaria disposto a enfrentar o constrangimento de nomear Clarissa para comandar os programas sociais de seu governo, depois do escândalo envolvendo seu pai — e o mais influente político do PR no Rio.
          Ainda mais por acusação de mau uso de um programa social.

Maré:

          Clarissa não anda mesmo numa boa fase.
          Hoje, com o pai na cadeia e seu futuro em risco na Prefeitura do Rio, ela vai enfrentar a executiva nacional do PR.


          Que decidirá se abre processo para expulsá-la, já que ela votou contra a PEC do Teto dos Gastos — ideia apoiada pelo partido.


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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

+ CADEIA: "Ex-governador Sérgio Cabral é preso pela PF por suspeita de receber propina. Ex-governador é suspeito de receber propina para a concessão de obras!"

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                A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta (17/11/2016), o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Contra ele, há dois mandados de prisão preventiva. Além dele, outros mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, sob a acusação de cobrança de propina em contratos com o poder público. Contra Cabral também está sendo cumprido um mandado de prisão expedido pelo juiz Sergio Moro, em Curitiba, no âmbito das investigações da Eletronuclear.
                Os mandados contra Cabral são: um pela Operação Calicute, que tem como base a delação premiada do empresário Fernando Cavendish, outro, pela Lava Jato, com base na delação da Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia. A esposa de Cabral, Adriana Anselmo, é alvo de condução coercitiva.
                Por volta das 6h50, um carro saiu da garagem do ex-governador e muitas pessoas que estavam na porta tentaram invadir o local e gritavam pela prisão dele. Para sair do local, a polícia chegou a jogar spray de pimenta.
                A ação tem o objetivo de investigar o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, cujo prejuízo estimado é superior a R$ 220 milhões.
                Além de Cabral, a polícia também busca cumprir mandados de prisão preventiva contra o ex-secretário de governo de Cabral, Wilson Carlos, e do ex-secretário de obras, Hudson Braga.

                 A operação foi batizada de “Calicute”, região da Índia onde o descobridor do Brasil, Pedro Álvarez Cabral, teve uma de suas maiores tormentas.

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