quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Transportadora controlava entrega de propina da Odebrecht a Paes, diz MINISTÉRIO PÚBLICO


 Nas diligências de busca e apreensão feitas nas investigações contra Eduardo Paes em decorrência das delações da Odebrecht, o MP do Rio encontrou até o controle de entrega das propinas pela transportadora.

De acordo com a denúncia apresentada contra o ex-prefeito, o dinheiro era entregue a pedido do doleiro Álvaro Novis, o “Carioquinha” das planilhas da empreiteira, pela transportadora Trans-Expert, em endereços ligados ao publicitário Renato Pereira, que trabalhou na campanha de reeleição de Paes, em 2012.





Segundo a denúncia, essas guias eram acompanhadas de anotações que confirmam os cronogramas e programações de pagamento informadas pelos delatores da Odebrecht aos investigadores da Lava Jato:

Eduardo Paes é acusado pelo MP do Rio de receber R$ 10,8 milhões em propina da Odebrecht para favorecer a empresa em contratos das Olimpíadas de 2016 e da Copa do Mundo de 2014. Ele teve a denúncia recebida pela Justiça Eleitoral hoje.


São Francisco de Itabapoana, Buena - RJ - matéria escrita e postada por ELISÂNGELA GOMES RIBEIRO



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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio, é alvo de busca e apreensão e vira réu em investigação sobre corrupção



 Denúncia diz que ex-prefeito teria recebido R$ 10,8 milhões do Grupo Odebrecht para o financiamento de sua campanha eleitoral em 2012. Assessoria de Paes diz que busca 'foi uma tentativa clara de interferência do processo eleitoral'.

A casa do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (DEM) foi alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (8/9/20). O imóvel fica em São Conrado, Zona Sul da cidade. A ordem foi expedida pelo juiz Flavio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 204ª Zona Eleitoral.

Itabaiana também aceitou uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e tornou Paes réu por crimes de corrupção, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.

De acordo com a denúncia, o ex-prefeito Eduardo Paes teria recebido vantagens indevidas no total de aproximadamente R$ 10,8 milhões, mediante entregas de dinheiro em espécie por operador financeiro a serviço do Grupo Odebrecht para o financiamento de sua campanha eleitoral de reeleição à Prefeitura do Rio em 2012.

A Procuradoria-Geral do Município do Rio afirma ter encontrado "elementos indicativos de que valores oriundos dos cofres públicos do Município foram desviados".

A TV Globo apurou que o deputado federal Pedro Paulo (DEM) também virou réu -- mas não houve buscas contra ele.

Pouco antes das 12h, fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) chegaram ao endereço para entregar uma intimação a Paes.

Também foram denunciados Benedicto Barbosa da Silva Junior, ex-executivo da Odebrecht; Renato Barbosa Rodrigues Pereira, marqueteiro de Paes; e Eduardo Bandeira Villela, sócio de Renato.

A aceitação da denúncia pela Justiça Eleitoral não impede Paes de concorrer à Prefeitura do Rio nas eleições deste ano – a candidatura do ex-prefeito foi oficializada na semana passada. Para se tornar inelegível, uma pessoa tem que ser condenada em segunda instância.

Agentes do MPRJ estiveram na casa de Paes e, por volta das 7h30, saíram com documentos.


O que dizem os réus


Em nota, a defesa do ex-prefeito afirmou que a busca em sua casa "foi uma tentativa clara de interferência do processo eleitoral".


"Às vésperas das eleições para a Prefeitura do Rio, Eduardo Paes está indignado que tenha sido alvo de uma ação de busca e apreensão numa tentativa clara de interferência do processo eleitoral -- da mesma forma que ocorreu em 2018 nas eleições para o governo do estado", disse.


"A defesa sequer teve acesso aos termos da denúncia e assim que tiver detalhes do processo irá se pronunciar", emendou.


Pedro Paulo apontou "uso político de instrumentos da Justiça para interferir na eleição".


"Não nos intimidarão. Ao ter acesso o conteúdo da denúncia, farei a minha defesa no processo", afirmou.


O G1 tentava contato com os outros denunciados.


Em nota, a Odebrecht disse que colabora com as autoridades desde 2016. A empresa afirma ainda que "fez acordos no Brasil com o MPF, AGU, CGU e CADE, e no exterior com o Departamento de Justiça dos EUA, Banco Mundial e BID, além de instituições de mais seis países". Ainda de acordo com a empresa, "é o mais amplo, completo e consistente processo de colaboração da Lava Jato, feito por 77 ex-executivos e com denúncias contra mais de 600 agentes públicos. A Odebrecht se transformou e tem hoje controles internos rigorosos que reforçam o seu compromisso com a ética, a integridade e a transparência.”


São Francisco de Itabapoana, Buena - RJ - matéria escrita e postada por ELISÂNGELA GOMES RIBEIRO



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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Eduardo Paes recebeu R$ 10,8 milhões em propina da Odebrecht, diz MINISTÉRIO PÚBLICO


 Na denúncia contra Eduardo Paes (DEM) aceita pela Justiça Eleitoral nesta terça-feira (8/9/20), o Ministério Público Eleitoral afirma que o ex-prefeito do Rio recebeu R$ 10,8 milhões em propinas da Odebrecht.

Segundo o MP, a propina foi entregue em remessas em espécie por um operador financeiro a serviço do Grupo Odebrecht.

Os procuradores sustentam que a vantagem indevida financiou sua campanha eleitoral de reeleição à Prefeitura do Rio de Janeiro em 2012, via caixa 2.

Paes (DEM) afirmou que a busca em sua casa nesta terça-feira (8/9/20) foi “uma tentativa clara de interferência do processo eleitoral”.


“Às vésperas das eleições para a Prefeitura do Rio, Eduardo Paes está indignado que tenha sido alvo de uma ação de busca e apreensão numa tentativa clara de interferência do processo eleitoral — da mesma forma que ocorreu em 2018 nas eleições para o governo do estado”, disse.


Dez milhões em três meses


De acordo com as investigações, entre os dias 4 de junho e 19 de setembro de 2012, Paes recebeu R$ 10,8 milhões das mãos de Benedicto Barbosa da Silva Junior e de Leandro Andrade Azevedo, executivos do Grupo Odebrecht.

Os valores foram recebidos indiretamente, por intermédio de Renato Barbosa Rodrigues Pereira e de Eduardo Bandeira Villela, sócios da Prole Serviços de Propaganda, que receberam sucessivas entregas de dinheiro em espécie, visando a custear, de forma dissimulada, a campanha eleitoral em que o então prefeito buscava sua reeleição.

Ainda segundo a denúncia, o deputado federal e então chefe da Casa Civil da Prefeitura do Rio de Janeiro Pedro Paulo Carvalho Teixeira, coordenador da campanha eleitoral de Eduardo Paes, “embora plenamente ciente da natureza ilícita dos pagamentos recebidos, encarregou-se de gerenciar o recebimento da vantagem indevida, especificando a forma como seria destinada e indicando os responsáveis por sua arrecadação”.

O apartamento de Paes, em São Conrado, Zona Sul, foi alvo de um mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz Flavio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 204ª Zona Eleitoral.

Itabaiana também aceitou uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e tornou Paes e outros quatro investigados réus por crimes de corrupção, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.

Ainda não foram divulgados detalhes da investigação. A TV Globo apurou que o deputado federal Pedro Paulo (DEM) também é réu.


“A defesa sequer teve acesso aos termos da denúncia e assim que tiver detalhes do processo irá se pronunciar”, emendou a nota de defesa de Paes.


Pedro Paulo apontou “uso político de instrumentos da Justiça para interferir na eleição”.


“Não nos intimidarão. Ao ter acesso o conteúdo da denúncia, farei a minha defesa no processo”, afirmou.


Também foram denunciados Benedicto Barbosa da Silva Junior, ex-executivo da Odebrecht; Renato Barbosa Rodrigues Pereira, marqueteiro de Paes; e Eduardo Bandeira Villela, sócio de Renato.

A aceitação da denúncia pela Justiça Eleitoral não impede Paes de concorrer à Prefeitura do Rio nas eleições deste ano – a candidatura do ex-prefeito foi oficializada na semana passada. Para se tornar inelegível, uma pessoa tem que ser condenada em segunda instância.

Agentes do MPRJ estiveram na casa de Paes e, por volta das 7h30, saíram com documentos.


São Francisco de Itabapoana, Buena - RJ - matéria escrita e postada por ELISÂNGELA GOMES RIBEIRO



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