terça-feira, 25 de agosto de 2020

LILI DE OLHO NA POLÍTICA: Com 3,4 mil servidores, Senado abre licitação para comprar 28 mil máscaras!

 Compra do material está orçada em R$ 117 mil. Em meio à pandemia, votações devem ser retomadas na segunda quinzena de agosto

Em meio à sinalização de que voltará a receber sessões presenciais em agosto, o Senado Federal se prepara para comprar 28,1 mil máscaras reutilizáveis para que os parlamentares, servidores e outros colaboradores possam usar durante a pandemia do novo coronavírus.

A Casa gastará cerca de R$ 117 mil com os equipamento do vírus e distribuirá cerca de cinco máscaras para cada servidor e funcionário – são pouco mais de 3,4 mil. A licitação foi aberta no último dia 3 de julho.

Como justificativa para o número alto de equipamentos, o Senado informou que é o quantitativo previsto para a necessidade da administração, entre senadores, assessores, consultores, estagiários e menores aprendizes da Casa.

Há, ainda, uma “margem de segurança” de cerca de 10% para o casos de “imprevisibilidade do período de incidência da pandemia e, consequentemente da adoção das medidas para a sua contenção”.

“A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda mais que 30 lavagens das máscaras de tecido. Logo, a substituição de algumas unidades durante a vigência dessas medidas pode se fazer necessária”, descreveu no edital.


Sessões presenciais


As votações presenciais no Senado devem ser retomadas na segunda quinzena de agosto para análise de indicação de autoridades, informou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), após reunião de líderes.

Há 18 indicações de embaixadores e uma para ministro do Superior Tribunal Militar (STM) pendentes no Senado. Atualmente, as sessões têm sido feitas de forma remota, e as comissões foram suspensas.

Além disso, os parlamentares confirmaram a suspensão do recesso no meio de ano. Durante os meses de julho e agosto, só haverá votações às quartas e quintas-feiras.

“O Senado tomará providências pra garantir a segurança sanitária dos senadores em grupos de risco”, informou a Casa, em nota. A sessão, contudo, poderá ser adiada para setembro caso o quadro da pandemia não melhore — eles não esclareceram qual será o critério para avaliar a situação


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São Francisco de Itabapoana, Buena - RJ - matéria (VÍDEO) postado por LÍVIA DOS SANTOS MINGUTA - LILI


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domingo, 23 de agosto de 2020

NOTÍCIA IMPORTANTÍSSIMA; É TUDO QUE QUEREMOS: estudo prevê que pandemia no Brasil chegue ao fim ainda neste MÊS de AGOSTO (2020).

Estudo prevê fim da pandemia de covid-19


Professor da Unesp explica que mesmo com a doença controlada serão registrados casos esporádicos em alguns países


Um estudo da Univesidade Nacional de Singapura, a maior e mais antiga do país asiático, prevê quando a pandemia de covid-19 pode ter fim em cada lugar do mundo. No Brasil, por exemplo, a doença seria controlada no dia 23 de agosto de 2020, segundo os pesquisadores. Globalmente, o término aconteceria em 1º de dezembro deste ano.

O infectologista Carlos Fortaleza, membro da Sociedade Paulista de Infectologia e professor da Faculdade de Medicina da Unesp, afirma que esse tipo de estudo é interessante, porém, traz dados imprecisos que não podem ser encarados como a "palavra final"

"A situação é absolutamente imprevisível quando você tem um número de variavéis tão grande", destaca o professor. "O grande problema de modelos matemáticos e simulações é acertar os parâmetros que influenciam na transmissão do vírus. Essas novidades fazem com que as coisas mudem. É muito difícil conseguir uniformizar [as previsões]", pondera o especialista.

A transmissibilidade do vírus, a densidade demográfica de cada país e as medidas colocadas em prática com o objetivo de frear a covid-19 são exemplos de aspectos relevantes que ficam de fora desse tipo de projeção, segundo o professor.

Em entrevista ao R7, o médico infectologista João Prats, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, fez a mesma análise. Segundo ele, existem diversos fatores que podem influenciar na curva de contágio da doença, que indica o número de novas pessoas infectadas em um determinado período.

O isolamento social, a identificação de pessoas doentes e a imunidade de quem já pegou o vírus uma vez são aspectos que podem achatar essa curva.

A estabilidade pode acontecer, por exemplo, quando uma vacina for criada para o novo coronavírus. "Chega o momento em que todo mundo é vacinado. Assim, uma pessoa passa a infectar menos pessoas, até que a doença acabe", esclarece.


Gráfico indica quando a pandemia pode acabar no Brasil


Fortaleza acrescenta que análises como a da Univesidade Nacional de Singapura fornencem uma linha de pensamento que pode orientar a criação de políticas públicas.

De acordo com o professor, será possível dizer que a pandemia de covid-19 acabou quando a doença estiver sob controle. "Isso significa que ainda haverá casos, mas eles serão esporádicos e vão acontecer em alguns lugares específicos".

"O ideal é que ela seja erradicada. Isso acontece quando não existem mais casos  nem a possibilidade de reintrodução da doença [na população]", analisa. "Mas ela pode ser controlada mesmo sem ser erradicada", conclui.


São Francisco de Itabapoana, Buena - RJ - matéria (VÍDEO) postado por LÍVIA DOS SANTOS MINGUTA - LILI


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sábado, 22 de agosto de 2020

Ex-candidato à PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Geraldo Alckmin é indiciado por suspeita de lavagem de dinheiro, caixa 2 e corrupção

 Diretores da Odebrecht disseram ter repassado mais de R$ 10 milhões, via caixa 2, às campanhas do ex-governador de São Paulo. O ex-tesoureiro do PSDB, Marcos Monteiro, também foi indiciado.

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) foi indiciado pela operação Lava Jato da Polícia Federal, na quinta-feira (16/07/2020), pela suspeita de três crimes: lavagem de dinheiro, caixa dois eleitoral e corrupção passiva.

O indiciamento aconteceu no inquérito da Lava Jato que investigava, no âmbito eleitoral, as doações da empreiteira Odebrecht. Diretores da empresa disseram ter repassado mais de R$ 10 milhões, via caixa 2, às campanhas de Alckmin em 2010 e 2014.

O ex-tesoureiro do PSDB Marcos Monteiro e o advogado Sebastião Eduardo Alves de Castro também foram indiciados. Alckmin foi governador do estado de São Paulo entre 2001 e 2006 e de 2011 a 2018.

O G1 procurou contato com a defesa dos três indiciados. Em nota, a defesa de Alckmin disse que o indiciamento do ex-governador "foi injustificável e precipitado" e "feriu o direito da ampla defesa". A defesa de Marcos Monteiro informou "que já se colocou à disposição das autoridades para esclarecimentos." (Leia mais abaixo)

O Inquérito já está no Ministério Público de São Paulo, que tem três opções: decidir pelo arquivamento; oferecer a denúncia contra o ex-governador e o ex-tesoureiro à Justiça; ou pedir novas diligências para que a polícia aprofunde algum ponto da investigação.

Alckmin começou a ser investigado em 2017 depois da colaboração premiada de executivos da Odebrecht. A empreiteira nunca apareceu como doadora das campanhas de Alckmin.

No início deste mês, a força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo também denunciou o senador e ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) e a filha dele, Verônica Allende Serra, por lavagem de dinheiro. Em nota à imprensa, Serra criticou a operação afirmando que a busca e apreensão realizada em sua residência foram "medidas invasivas e agressivas".

Segundo o Ministério Público Federal, a Odebrecht pagou a Serra cerca de R$ 4,5 milhões entre 2006 e 2007, supostamente para usar na sua campanha ao governo do estado de São Paulo; e cerca de R$ 23 milhões, entre 2009 e 2010, para a liberação de créditos com a Dersa, estatal paulista extinta no ano passado.


Delação de executivos da Odebrecht


Em depoimento aos procuradores da Lava Jato na época da investigação, em 2017, Carlos Armando Paschoal, então diretor da empreiteira em São Paulo, disse que, durante um encontro, recebeu das mãos de Alckmin um cartão de visita do cunhado dele, Adhemar Ribeiro.

"Quando eu entrei eu percebi que eles já tinham conversado. O doutor Alckmin pediu para a secretária um cartão que tinha um nome, os contatos, me entregou aquilo lá", disse Paschoal em delação.

Paschoal disse ter repassado R$ 2 milhões, via caixa 2, para a campanha de Alckmin ao governo de São Paulo, em 2010. E que o responsável por controlar os pagamentos era o cunhado de Alckmin.

Os delatores também disseram que houve um segundo pagamento, em 2014, no valor de cerca de R$ 8,3 milhões, na campanha de Alckmin à reeleição ao governo de São Paulo.

Segundo o delator Benedicto Júnior, outro executivo da Odebrecht, os pagamentos dessa ocasião foram intermediados por Marcos Monteiro, então tesoureiro do PSDB.

Em 2018, quando renunciou ao governo de São Paulo para concorrer à presidência da República, Alckmin perdeu o foro privilegiado. A investigação, então, saiu do Superior Tribunal de Justiça, e foi para a Justiça Eleitoral de São Paulo.

Com o cruzamento de informações, os investigadores dizem ter conseguido provas que confirmam a versão apresentada pelos delatores. A TV Globo apurou que os investigadores encontraram evidências de que doação eleitoral só ocorreu porque a Odebrecht recebeu contrapartidas em projetos com o governo estadual.

A Polícia Federal não indiciou o cunhado de Alckmin porque considerou que os crimes praticados em 2010 já prescreveram. Adhemar tem mais de 70 anos e, por isso, o prazo de prescrição cai pela metade.


O que dizem as defesas


A defesa de Geraldo Alckmin disse que o indiciamento do ex-governador foi "injustificável e precipitado" e "feriu o direito da ampla defesa".

"Injustificável e precipitado o indiciamento do ex-governador Geraldo Alckmin, que, sobretudo, feriu um dos princípios basilares do Estado democrático de direito: o direito do contraditório e da ampla defesa. A ele foram negados o prévio conhecimento dos fatos que teriam ensejado a instauração do inquérito, além do direito fundamental de se defender, assegurado pela Constituição a todo cidadão brasileiro. O ex-governador sequer foi chamado a prestar esclarecimentos que poderiam ter evitado o seu indevido e imerecido indiciamento", afirmou em nota o advogado Marcelo Martins de Oliveira.

A defesa de Marcos Monteiro lamentou a "lamenta a divulgação pública de relatório" e disse que se colocou à disposição das autoridades para esclarecimentos.

"Apesar de não ter tido acesso a conclusão policial e nem ter sido ouvido, a defesa de Marcos Monteiro lamenta a divulgação pública de relatório, sobretudo quando não existe corroboração com a realidade dos fatos. Informa que já se colocou à disposição das autoridades para esclarecimentos e que tem confiança que o Poder Judiciário avaliará corretamente os fatos investigados. Reitera, por fim, que Marcos Monteiro sempre pautou sua vida pública com absoluta lisura e austeridade", disseram em nota os advogados Leandro Pachani e Guilherme Corona.

O PSDB se pronunciou sobre o caso por meio de seu presidente nacional, Bruno Araújo. "Governador quatro vezes de São Paulo, quase cinco décadas de vida pública, médico, Geraldo Alckmin sempre levou uma vida modesta e de dedicação ao serviço público. É uma referência de correção e retidão na vida pública. Tem toda a confiança do PSDB", afirmou o partido.

O diretório estadual do PSDB também enviou nota sobre o caso. "O Diretório Estadual do PSDB-SP tem absoluta confiança na idoneidade do ex-governador Geraldo Alckmin. A história do governador Geraldo Alckmin não deixa dúvidas sobre a sua postura de retidão, coerência e compromisso com o rigor da lei", diz documento assinado por Marco Vinholi, presidente estadual do PSDB-SP.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse por meio do Twitter que tem "convicção de que o ex-governador de SP Geraldo Alckmin saberá esclarecer todos os pontos levantados sobre doações de campanha eleitoral. A trajetória de Alckmin é marcada pelo compromisso com valores éticos e dedicação à causa pública."

A Odebrecht também enviou posicionamento sobre o indiciamento nesta quinta. “A notícia de hoje se refere ao passado. É o desdobramento judicial de fatos apontados ou reconhecidos há alguns anos pela própria Odebrecht. Desde os acordos firmados com as autoridades brasileiras e estrangeiras, em 2016, a Odebrecht passou por profunda transformação. Mudou sua forma de atuação e implantou controles internos mais rigorosos que reforçam o compromisso da empresa com a ética, a integridade e a transparência.”


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