quinta-feira, 22 de março de 2018

"Bispo e padres são presos acusados de desviar recursos na Igreja Católica em Goiás!"



Estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em três municípios do estado

BRASÍLIA:

 A desarticulação de uma quadrilha que atuava desviando recursos da Igreja Católica de Formosa (GO) resultou na prisão, nesta segunda, feira, do bispo de Formosa, Dom José Ronaldo, quatro padres e um monsenhor. Eles são acusados de desviar de dízimos, doações e taxas de batismo e casamento nas paróquias da região. Segundo o G1, o prejuízo estimado é de mais de R$ 2 milhões.

Pastor e cantor André Valadão em culto da Igreja Batista da Lagoinha na Flórida, nos Estados Unidos.Estrela gospel é assediada para disputar Senado
Peregrinação evangélica. Ministro Henrique Meirelles visita igreja Sara Nossa Terra, do bispo Robson Rodovalho Candidaturas de centro dividem líderes evangélicos
O MP de Goiás informou que estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em três municípios - Formosa, Posse e Planaltina - de forma simultânea. As investigações começaram após denúncias de fiéis, que informaram que os desvios acontecem desde 2015. Além de residências e igrejas, um monsteiro também é alvo da investigação.

A operação tem a coordenação dos promotores de Justiça Fernanda Balbinot e Douglas Chegury e conta com a atuação de mais dez promotores, com apoio do Centro de Inteligência (CI) do MP-GO, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Entorno do Distrito Federal, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI-MP), além da Polícia Civil e da Polícia Militar.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) informou que ainda está avaliando o caso e aguarda um posicionamento de sua assessoria jurídica.

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terça-feira, 20 de março de 2018

"Operação Lei Seca completa nove anos no Estado do Rio de Janeiro!"


Nesta segunda-feira (19/3/2018), a Operação Lei Seca completa nove anos. Neste período, o número de pessoas alcoolizadas flagradas ao volante vem caindo gradualmente no Estado do Rio de Janeiro. Quando começou a Operação, em 19 de março de 2009, o percentual de motoristas abordados embriagados nas blitzes era de 7,9%, e esta média caiu para 4,3% em 2017. A comparação entre o número de motoristas abordados e os flagrados com sinais de embriaguez reduziu 45% em nove anos.

Balanço atualizado:

Desde a criação da Operação Lei Seca até o último dia 14/3/2018, 2.801.642 motoristas foram abordados em 20.295 ações de fiscalização em todo o Estado do Rio de Janeiro. E, ainda, 521.316 veículos foram multados, 100.974 veículos foram rebocados, 174.509 motoristas tiveram a CNH recolhida e foi identificada embriaguez em 183.219 motoristas.

Nesta segunda-feira uma missa foi celebrada no Mosteiro de São Bento, no Centro do Rio de Janeiro, às 12h, em comemoração ao aniversário da Operação Lei Seca.

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"As velocidades da Lava Jato!"

Reprodução de O Dia

É só uma constatação que salta aos olhos. Os inquéritos e processos da Lava Jato que envolvem o PT seguem um ritmo muito mais acelerado do que aqueles que miram políticos do PSDB. No caso de Lula parece que engataram a quinta marcha. Quando se trata das acusações contra Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin não vou dizer que engatam marcha a ré, mas não passam da segunda marcha.

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segunda-feira, 19 de março de 2018

"Hospital Álvaro Alvim em Campos dos Goytacazes cobra de pacientes do SUS para atendimento mais rápido!"


Hospital Álvaro Alvim, que afirma ser filantrópico, terceiriza seus principais serviços e cobra para agilizar atendimento

Em mais uma reportagem da série que trata da obscura relação entre o Hospital Álvaro Alvin e certos setores da prefeitura de Campos ligados à Saúde, O Jornal Terceira Via traz revelações em relação aos médicos-empresários que assumiram os principais serviços de atendimento do Álvaro Alvim por meio de contratos sigilosos de terceirização e que faturam em cima da busca dos pacientes por um atendimento pelo SUS, mas que são orientados dentro das dependências do hospital, que carrega o título de filantrópico, a se quiserem um acesso mais rápido aos tratamentos, que paguem as consultas, exames ou procedimentos, pelo que ficou conhecido como “social”.

Dificuldade pra vender facilidade:

A denúncia baseada em histórias reais de pacientes que passaram por essa situação, revela o drama de quem precisa de atendimento na área de Saúde em Campos e busca o Hospital Álvaro Alvim na expectativa de terem acesso aos serviços e tratamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que é gratuito. Essa procura por parte da população se deve muito a imagem que o Álvaro Alvim passa, de que se trata de um hospital filantrópico, uma fundação, um hospital escola, ou seja, no imaginário popular, uma instituição com um caráter público. A realidade, porém, é logo revelada ao constatarem a demora para um primeiro atendimento pelo SUS e a oferta para, se quiserem uma resposta mais rápida, que paguem pelos serviços que são terceirizados dentro do hospital. Alguns pacientes, no jargão popular, chegam até a falar que percebem que são criadas certas dificuldades para venderem facilidade.

Sem fins lucrativos?

A Fundação Benedito Pereira Nunes, responsável pela manutenção do Hospital Escola Álvaro Alvim, destaca no próprio site do hospital (www.heaa.com.br) que é uma entidade jurídica de direito privado, de domínio público, sem fins lucrativos e que tem por finalidade principal prestar serviços médicos especialmente às pessoas carentes, entre outras atribuições. Mas algumas iniciativas recentes têm levado a população a duvidar disso. No mesmo site do hospital, por exemplo, é destacado que os principais serviços oferecidos são atualmente terceirizados por médicos-empresários que assumiram as dependências do hospital para instalarem suas empresas privadas e cobrarem pelos atendimentos. Diagnósticos por imagem, laboratórios para exames dos simples aos complexos, radioterapia e até biópsias são terceirizados.

Aparelho público em mãos privadas:

Empresas como a UltraMed, Pro-Cor, OncoCentro, Instituto Oftalmológico, Incor-NF, Clínica do Aparelho Digestivo, RADGRUPO, entre outras, mantém acordos com o Hospital e exploram suas dependências e instalações para prestarem serviços. Um caso emblemático é o caríssimo aparelho Acelerador Linear, utilizado no tratamento de radioterapia, que foi conseguido pelo Álvaro Alvim por meio de verba doada pelo Ministério da Saúde, mas que logo foi transferido para iniciativa privada por meio de Hospital Álvaro Alvim, que afirma ser filantrópico, terceiriza seus principais serviços e cobra para agilizar atendimento Mais rápido, só com dinheiro Da Redação um contrato de terceirização sigiloso para uma empresa cujo um dos sócios é o médico Frederico Paes Barbosa, tio do prefeito de Campos, Rafael Diniz. O que devia ser público virou privado, e a população que poderia ter acesso gratuitamente ao equipamento, hoje se quiser um atendimento mais rápido no tratamento de câncer, tem que pagar.

Administração com duplo interesse:

No site do Álvaro Alvim (www.heaa.com.br) na seção “Direção e Chefia”, consta a composição de toda diretoria do hospital, que tem como Diretor Geral o médico José Manuel Correia Moreira. O curioso no entanto, é o ocupante do cargo de Administrador Hospitalar, o senhor Flávio Persilva Hoelzle, que além ser o responsável pela administração do Álvaro Alvim, também ocupa um cargo na Secretaria de Saúde de Campos, trabalhando ao lado da secretária municipal, Fabiana Catalani. O conflito de objetivos entre o público e o privado fica latente nas ações de Persilva, que hora tem que defender os interesses da prefeitura e da população e num momento seguinte lutar pelos resultados financeiros do hospital e das empresas parceiras instaladas no Álvaro Alvim.

Ministério Público:

Por se tratar de uma fundação, o Hospital Álvaro Alvim deve ter suas contas e contratos auditados por uma Procuradoria específica de Fundações, onde uma promotora de Justiça, Dra. Daniele Faria Tavares – no caso das fundações em Campos – é a responsável por acompanhar, avaliar, autorizar, fiscalizar e cobrar medidas sanadoras. Essa ação de fiscalização do Ministério Público, quase levou ao fechamento do hospital em 2016 por falhas na prestação de contas. O Ministério Público de Campos também já começa a investigar as atividades do Álvaro Alvim e os procedimentos em relação ao hospital e aos pacientes com câncer diante de várias denúncias que vieram a público após a primeira reportagem sobre o assunto publicada pelo Jornal Terceira Via.

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drama de Ana Cláudia:


Se por um lado os pacientes encontram dificuldade em realizar um procedimento oncológico pelo SUS no Hospital Escola Álvaro Alvim, por outro, acham facilidade, caso este mesmo procedimento seja pago. Foi o que denunciou a garçonete Ana Cláudia Pereira Nunes, 45 anos, que, após meses de espera, viu o câncer de mama se agravar e acometer parte do pulmão. Para agilizar o tratamento, a opção dada a Ana Cláudia na unidade hospitalar foi pagar R$ 700 em uma biópsia pelo atendimento social, já que pelo SUS não tinha sequer uma previsão de data para o exame.

Em julho do ano passado, a garçonete detectou um caroço no seio direito durante o banho. Em setembro, após notar uma secreção saindo do mesmo seio, buscou auxílio no posto de Saúde do Jockey, bairro onde mora. Após o resultado da mamografia, foi encaminhada em regime de urgência para o Hospital Escola Álvaro Alvim, onde deveria ser realizada uma biopsia para descobrir se o tumor era maligno ou não.

“Fui atendida pelo Álvaro Alvim e o médico me encaminhou ao núcleo de assistência social do hospital, onde me informaram que não tinham nem previsão para que a biópsia fosse realizada. Eu afirmei que meu caso era urgente, como o médico me informou, mas a assistente social me disse que, assim como eu, muitos pacientes foram encaminhados com recomendação de urgência”, denunciou Ana Cláudia.

Diante de tamanha dificuldade para marcar uma biópsia, os colegas do trabalho da garçonete resolveram fazer uma rifa para levantar o dinheiro do exame. Por pura sorte, em dezembro de 2017, uma assistente social esteva na lanchonete onde Ana Cláudia trabalha e, quando a garçonete ofereceu a rifa, foi informada pela cliente que poderia buscar auxílio no Hospital Dr. Beda. A primeira consulta no Dr. Beda foi marcada em seguida.

“Eu não tinha R$ 700 para a biópsia e não poderia começar qualquer tratamento sem este exame. Nesta demora do Álvaro Alvin, o câncer avançou e hoje já se espalhou para o pulmão. Assim que a cliente me alertou, eu fui ao Hospital Dr. Beda, onde realizei a biópsia e uma série de exames. Há três semanas comecei a quimioterapia”, disse Ana Cláudia.

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domingo, 18 de março de 2018

"Suplente de Deputado Estadual do Rio de Janeiro Gil Vianna perde mandato por infidelidade partidária!"



O deputado estadual Gil Vianna (PSB) acaba de ter seu mandato cassado pelo plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A presidência da Assembleia Legislativa será comunicada nas próximas horas.
Gil assumiu uma cadeira na Alerj em fevereiro de 2017 no lugar de Jair Bittencourt (PP), que assumiu a secretaria de Agricultura do Estado.
Na coligação PR/Pros para disputa por cadeiras na Alerj em 2014, Gil, então vereador, ficou com a segunda suplência, ao obter 22.334 votos. Com a vitória de Rogério Lisboa (PR) para a Prefeitura de Nova Iguaçu, o até então primeiro suplente Marco Figueiredo (Pros) herdou a cadeira. Agora, com a saída de Bittencourt, a vaga ficou para o ex-vereador campista.
Porém, o suplente Pastor Éber (PR)reivindicou a cadeira, alegando infidelidade partidária. Gil deixou o PR porque, segundo ele, teve problemas com o partido. No entanto, Jair Bittencourt voltará à Alerj, evitando a posse do Pastor Eber.
Por telefone, Gil Vianna informou que está tranquilo: "Sou suplente. Jair Bittencourt já iria voltar daqui a 15 dias porque vai disputar a reeleição. Estou tranquilo porque trabalhei durante um ano e dois meses. Volto para Campos e vou trabalhar na minha pré-candidatura", afirmou.

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"Operação Lava Jato completa quatro anos!"

Força-tarefa protesta contra possível fim de prisão após sentença da 2ª instância



A Operação Lava Jato completa quatro anos com números superlativos. De acordo com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, são 36 denúncias no Supremo Tribunal Federal (STF) e três no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) no âmbito da operação. No STF, há 101 pessoas respondendo a ações penais. No STJ, 12 governadores são investigados.

Desde o início da operação, 134 colaborações premiadas foram assinadas e enviadas ao Supremo. De acordo com Raquel Dodge, é esperada a devolução aos cofres públicos de R$ 1,3 bilhão que estão depositados no exterior. "Já conseguimos recuperar R$ 149,5 milhões", disse a procuradora-geral.

Apesar de não ter levado nenhum político do PSDB à prisão, a operação foi louvada por sua imparcialidade pela procuradora-geral. "Finalmente, em uma democracia importante como a nossa, a lei está valendo para todos".

SEGUNDA INSTÂNCIA:

O procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, disse, em evento em Porto Alegre, que reuniu procuradores de cinco estados, que o STF pode enterrar o combate à corrupção caso deixe de autorizar que condenados em segunda instância possam começar a cumprir as penas a que foram condenados, enquanto recorrem da sentença. A ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, tem resistido a pautar o tema. Uma eventual mudança poderia beneficiar o ex-presidente Lula, condenado à prisão pelo TRF-4.

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