segunda-feira, 13 de novembro de 2017

"Prefeita de SFI Francimara participa de evento no Porto do Açu, em SJB!"


                   A prefeita de São Francisco de Itabapoana (SFI), Francimara Barbosa Lemos, juntamente com os governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, participaram nesta quarta-feira (8/11/17) de uma cerimônia no Porto do Açu, no município de São João da Barra (SJB), na Região Norte Fluminense. Durante o evento, foi celebrada uma parceria para o desenvolvimento da ligação ferroviária entre os dois estados.

“Estamos prestigiando este momento importante para a economia regional e que terá reflexos no desenvolvimento de SFI. A partir da construção do corredor ferroviário as oportunidades de criação de renda e geração de empregos poderão ser ampliadas no nosso município”, destacou Francimara, que estava acompanhada do vice-prefeito e secretário de Agricultura, Abastecimento e Pesca, Claudio Henriques, e do secretário particular, Erbson Gomes Pires.

                   Os governadores assinaram uma carta, que será entregue pessoalmente pelos dois ao presidente da República, Michel Temer, na próxima terça-feira (14), às 15h, durante audiência que terá a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. O documento reitera a importância da instalação de um corredor ferroviário entre as cidades do Rio de Janeiro e Vitória (ES).

“Vamos lutar juntos por esse projeto. Estamos falando de uma ferrovia que unirá o potencial dos dois estados”, ressaltou Pezão, acrescentando que irá retomar as obras da Ponte da Integração, que vai ligar as cidades de SFI e SJB, assim que conseguir normalizar os salários dos servidores. Hartung, ao falar da ferrovia, disse que “estamos unidos por um objetivo em comum, que é o desenvolvimento da nossa região e do Brasil”.

                    A prefeita de SJB, Carla Machado, revelou que o “Porto do Açu é um exemplo de um projeto que se tornou realidade e hoje é fonte de desenvolvimento para a cidade”. O presidente da Prumo Logística, José Magela, empresa responsável pelo Porto do Açu, afirmou que “a construção da ferrovia representa mais que uma obra de logística, estamos falando do desenvolvimento socioeconômico sustentável não apenas de uma região, mas do país”.
                    O documento também foi assinado por entidades de classe, como Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Federação das Indústrias do Estado do Estado do Espírito Santo (Findes), Associação Comercial do Rio de Janeiro e Espírito Santo em Ação, entre outras.
                     O encontro contou com a presença ainda do presidente da Câmara Municipal de SFI, José Pinto Filho; o prefeito de Campos, Rafael Diniz; o deputado federal Júlio Lopes, os deputados estaduais João Peixoto e Bruno Dauaire, o secretário estadual de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Jair Bittencourt; o secretário estadual da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, Christino Áureo, entre outras autoridades.

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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

"País perdeu R$ 1 trilhão por demora no desenvolvimento do pré-sal, diz ANP!"



                 O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), Décio Oddone, disse (27/10/2017) que com a demora na realização de leilões para exploração do pré-sal, o país perdeu grande volume de investimentos. Desde que o pré-sal foi descoberto, somente uma área tinha sido licitada até o momento.

“O pré-sal foi descoberto há uma década, e nesse período, só uma área foi licitada, a de Libra. A sociedade brasileira perdeu mais de R$ 1 trilhão, entre investimentos e arrecadação. Esse atraso no desenvolvimento do pré-sal foi a maior oportunidade perdida em uma geração. Mas estamos deixando esse tempo para trás”, disse Décio Oddone, na abertura da segunda rodada de leilão de partilha dos blocos da área.

                 O leilão estava programado para começar às 9h, mas uma decisão liminar do juiz Ricardo de Sales, da 3ª Vara Federal Cível do Amazonas, suspendeu a segunda e terceira rodadas. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu, e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) cassou a liminar, liberando a realização das rodadas de licitação do pré-sal. Para o diretor-geral, o Brasil tem mostrado segurança jurídica para os investidores.
                 Oddone afirmou ainda que os oito blocos ofertados vão transformar São Paulo em um dos principais produtores de petróleo do Brasil, e farão com que o Rio de Janeiro volte a ser a capital brasileira do petróleo e uma das regiões de maior produção do mundo. Os blocos estão localizados nas bacias de Campos (RJ) e Santos (SP).

“A produção do pré-sal poderá ser responsável pelo maior acréscimo de oferta de petróleo fora dos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, nos próximos anos. Com isso, o Brasil retoma seu espaço na primeira liga do petróleo mundial”.

Liderança:

                 O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, também discursou na abertura da segunda rodada e destacou que o leilão faz parte do esforço para “reestabelecer a liderança do setor de óleo e gás na construção do Produto Interno Bruto Brasileiro”.
                 Moreira Franco ressaltou a importância do setor para o estado do Rio de Janeiro, que vive uma das maiores crises financeiras, e afirmou que a economia nacional saiu de uma situação de “desesperança e profunda insegurança”.
                  Segundo ele, o caminho seguido pelo governo “vai permitir a recuperação da economia brasileira e com a possibilidade de ter um desenvolvimento sustentável no país, sobretudo pela segurança jurídica, pela clareza nas regras, pela capacidade que todos terão e começam a ter, com a certeza de que há igualdade de oportunidade e concorrência em todos os campos da atividade econômica, sobretudo na relação do setor privado com o setor público”.

Rota mundial do petróleo:

                   O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, diz que o leilão dos blocos representa a “reinserção do país na rota mundial da indústria do petróleo e gás”.

“É o momento em que o país se encontra dividido e envolvido em questionamentos, mas também momento de esperança. O povo brasileiro saberá dar a volta por cima”.

                   Ele aposta que o resultado da licitação “será um sucesso que será alardeado pelos quatro cantos do mundo, que em alto e bom som dirá que o Brasil voltou a rota da indústria de óleo e gás no mundo – e tenho certeza de que não mais sairá dela”.

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